E enfim chegou o carnaval! Época de fantasiar, de se apaixonar, de curtir, de se divertir. De grandes amores e poderosos tambores. De exageros e desesperos que, no fim, nos levam à cinzas em plena quarta-feira. Mas no meio desse caminho, entre um confete e uma serpentina, uma irresistível tentação. E o resultado de corpos suados em meio à multidão só pode ser um beijo molhado. Luluca, a poetisa, adverte, divirta-se com moderação. Beijo Molhado, temperado E nada mais vejo Fecho os olhos E me entrego totalmente A esse anseio Línguas invasivas Nada fere, só excita E me rendo ao deleite Morno para quente Um suar frio, um agrado O calor que agora sente É de um beijo molhado
O que pode acontecer Num dia como esse Após dúzia de dias Que o antecedem O que posso querer afinal Azar não há de ser Por isso penso positivo Que seja um dia fenomenal Pode nesse dia simplesmente O amor aparecer Pode a sorte grande Em minha porta bater Pode até um belo livro Nesse dia nascer Coisas muito, muito boas Numa sexta-feira treze Podem mesmo acontecer
Provavelmente, vocês já devem saber que morreu hoje aos 82 anos, de câncer, o neurocientista e escritor britânico Oliver Sacks, quem não passou pelo mundo sem deixar sua marca. Ele foi autor de "Tempo de despertar" (1973) que foi adaptado para o cinema em 1990, aliás eu recomendo que assistam a esse filme com Robin Williams e Robert De Niro, também escreveu "O Homem que confundiu sua mulher com um chapéu" (1985) e "Um antropólogo em Marte" (1995). Enfim, um homem brilhante. Ele me inspirou e é pra ele que eu faço essa pequena homenagem: Até Breve A quem partiu sem que eu dissesse adeus A quem, como o vento, tocou a mim, eu, uma poeira insignificante levada adiante por entrelinhas tão brilhantes, percebo agora que é a brevidade o que une todos nós Então, digo apenas até breve ao bem-aventurado que parte inspirando quem deixou pra trás.
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