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Escrever e pensar

Eu sempre achei que tivesse muito a dizer, mas agora que tenho esse blog estou começando a perceber que não é bem assim. Acontece que quando se escreve algo a ser publicado, a responsabilidade aumenta e, então, passamos a ser bem mais críticos com o que a gente pensa. Afinal, escrever, mesmo que seja para um blog, não é como um papo de bar, onde as pessoas estão ali a fim de, literalmente, jogar conversa fora, sem nenhuma preocupação, porque provavelmente uma semana depois ninguém irá se lembrar com detalhes do que foi dito. Outro dia me lembrei de um amigo que dizia: “Ah, eu não tenho mais saco de ouvir bobagem. Quer falar o que pensa pra mim? Ótimo, então, escreve. É, coloca tudo no papel, porque escrever não é nada fácil. A gente tem que pensar no que está querendo dizer. E aí, minha filha, o número de besteiras se reduz muito. E isso é maravilhoso.” Sabe, eu penso que ele estava com a razão. Quanto a mim, é claro que continuo tendo opinião pra tudo. Isso é mais fort...

Cabeça de juiz e bunda de neném...

Quem é que nunca ouviu falar disso? O pior é que é a mais pura verdade. Os juízes jovens, então, são os mais alucinados. Pois é, o mensalão me fez lembrar de um “causo”. Outro dia entrei no juizado especial contra uma grande loja de departamentos, acho que uma das mais antigas no mercado. Aconteceu o seguinte: comprei uma cama para o meu sogro, que, detalhe, tem 86 anos e, graças às minhas preces, se casou pela segunda vez. Fiz a compra na minha cidade, porém a entrega foi feita em outro município. Calma, até aí, tudo bem, pois meu sogro se mudou para a casa da sua nova esposa. Só que isso aconteceu quase que simultaneamente. Espera aí, vamos organizar: 1) Na terça-feira, dia 1 de setembro de 2009, comprei a cama com a condição de que seria entregue até no máximo dia 5. 2) No dia 4 de setembro, sexta-feira, levei meu sogro com sua mudança para a casa da sua nova esposa, uma senhora de 75 anos – se deu bem, arranjou uma garotinha. 3) Só pra deixar bem claro, a compra só foi feita por...

E se...

Você já imaginou como seria sua vida se ao invés de ter dito sim, você tivesse dito não? Se aquele não tivesse sido ao menos um talvez, ou se você tivesse feito a coisa certa naquele momento crucial? Confesso que às vezes tento imaginar como eu estaria hoje se tivesse feito tudo diferente. Na verdade tento imaginar como eu seria, ou melhor quem eu seria. Porque nós sabemos que somos o resultado das nossas escolhas e que não há nada que possamos fazer a não ser pagar o preço por elas. E o pior é que se a gente for parar pra pensar, vamos chegar a conclusão de que a nossa vida toda é definida por quatro ou cinco escolhas que fazemos durante apenas um terço dela: que carreira seguir; que relacionamento manter; a escolha do parceiro; de ter ou não filhos – não necessariamente nessa ordem. Nossa!!! Pode ser deprimente. Ou não. O que eu fiz da minha vida? Fiz o melhor que pude. É claro que meu um terço já se foi. Calma gente, não sou nenhuma anciã. Mas é que hoje, dificilmente minha ...

Um lugar na memória

Você já esteve em Cabo Frio? Humm... Acho que não. Digo, você já esteve em Cabo Frio há 35 anos atrás? É desse Cabo Frio que estou falando. Olha, eu já estive em muitos lugares, muitas praias, mas nenhuma delas marcou tanto a minha memória quanto essa praia em Cabo Frio. Falo essa praia, porque faz muito tempo e guardar seu nome não foi a coisa mais importante para mim na ocasião. Tinha apenas 6 anos e estava muito ocupada correndo, estasiada com o barulho que ouvia quando meus pés tocavam a areia branca que contrastava perfeitamente com o azul de céu e mar no horizonte. É engraçado como algumas lembranças permanecem tão vivas, tão nítidas em nossa mente, que quando recordamos delas é como se nossos sentidos, todos eles, recebessem estímulos reais, verdadeiros. Parece que a linearidade se acaba e mais uma vez estamos lá, vivenciando tudo de novo. Lembro que me sentia leve, quase como se pudesse voar. E, cá pra nós, se eu fosse um pouquinho mais magra do que eu era, com certeza ...

Agradecimento

Olá, pessoas!!! Gostaria de agradecer aos participantes da nossa enquete: "Por que é tão difícil arrumar um cara legal?" Eu sei que é muita gente pra agradecer - foram 4 pessoas, duas pela nossa página do Facebook e duas pelo nosso querido blog Lu Artístico, kkkkkk. Mas de qualquer maneira foi muito esclarecedor, ou seja, tem gente que adora cafajeste mesmo e não adianta procurar porque não vai rolar. Já outros acham que não dá pra escolher muito, não, pois se já é difícil achar um pé no saco, imagine um cara legal. Mas, a grande maioria diz que, infelizmente, os legais - ah... que pena - já estão casados. Mas, não desistam!!! Eu ainda acho que eles estão por aí em algum lugar.